O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/08/2020

A série “Suits”, da Netflix, mostra, em diversos episódios, vários personagens indo “tomar café da manhã” na rua e, geralmente, é o rápido e prático “hot dog”. Trazendo para a realidade, inúmeras pessoas têm optado por alimentos “fáceis” sem ao menos se darem conta dos perigos que essas comidas ultraprocessadas carregam consigo. Com base nisso, é de suma importância entender por quais motivos a população tem escolhido comidas de prático acesso e quais impactos esses alimentos podem acarretar o padrão alimentar dos brasileiros.

Em primeira análise, a sociedade tem estado muito agitada em relação ao trabalho, aos estudos, às faculdades ou até mesmo às obrigações em casa. Dessa forma, a correria durante o dia faz com que eles acabem optando por alimentos fáceis durante o percurso de seus compromissos, como os “fast foods”, por exemplo. Com isso, a mídia tem estado, cada vez mais, presente em questões de marketing  e demonstração da comida fácil e prática, estando ela ela espalhada por diversos

outdoors. Tal ato reforça a ideia da pensadora Clarice Lispector, a qual, diz que o indivíduo é um sonso essencial ao sistema quando os meios midiáticos, por sua vez, olham e formam as pessoas.  Sendo assim, com o poder da mídia e a constante divulgação da praticidade das comidas industrializadas, as pessoas tendem a, cada vez mais, optarem por elas em meio à suas rotinas.

Em segunda análise, os alimentos ultraprocessados contém diversos aditivos que podem impactar de forma negativa na vida da sociedade, visto que aquelas comidas que tendem a ficar mais tempo nas prateleiras dos supermercados contêm uma grande quantidade de conservante para que durem mais, por exemplo. De certo, o alto consumo desses lanches pode acabar trazendo problemas como a obesidade, hipertensão e, até mesmo, o desencadear de um câncer devido aos corantes. Além disso, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura publicou, em 2019, um estudo falando sobre os ultraprocessados, o qual falava que o problema não era o ingestão desses alimentos e sim, o excesso deles, o que, infelizmente, tem sido algo que, atualmente, tem acontecido constantemente devido a rotina agitada da população.

Destarte, faz-se mister que o Governo Federal entre com supervisões juntamente aos profissionais  da área de nutrição dentro dos estabelecimentos de comidas rápidas, podendo multar os estabelecimentos que contenham altos índices de processamentos alimentício. Desse modo, diminuiria a quantidade de aditivos e conservante, podendo conter, também, uma suposta diminuição em relação aos consumos desses alimentos. Dessa maneira, o padrão alimentar brasileiro se tornaria mais saudável e, de forma significativa, diminuiria o quantitativo de doenças como a obesidade.