O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/08/2020

No seriado norte-americano “Brooklyn 99”, o protagonista Jake Peralta tem sua alimentação baseada em processados e ultra-processados como biscoitos recheados, macarrão instantâneo e refrigerante. Esse consumo é um problema que há muito tempo deve ser combatido no Brasil. A problemática gira em torno de suas consequências, obesidade e outras doenças associadas ao ganho excessivo de peso, e ocupação de leitos hospitalares.

Logo, essa ingestão é associada aos baixos preços desses produtos comparados à alimentos mais saudáveis, a praticidade no preparo, visto que, o Brasil passa por uma crise econômica e o trabalhador otimiza seu tempo para que seja dedicado, em maioria, ao seu empego. Ademais, de acordo com um estudo feito pela USP (Universidade de São Paulo), o  desejo de consumo ilimitado, e à ideia da supremacia do conhecimento técnico e científico ajudam na manutenção desse hábito.

Assim, ocorre um aumento nos casos de obesidade e doenças como pressão alta, pois esses alimentos tem uma adição exagerada de sal, açúcar e vinagre. Além disso, como consequência, temos a ocupação de leitos hospitalares e sobrecarga no sistema de saúde para atender esses pacientes, o que impede investimentos no combate a outras doenças como câncer, Alzheimer e Parkinson, de acordo com a OMS.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde junto ao Ministério da Economia deve determinar um aumento de 20% nos preços do quilo desses alimentos a partir da tributação, assim, menos pessoas teriam acesso, e , consequentemente, o consumo e as doenças diminuiriam. Ainda assim, o SUS (Sistema Único de Saúde) deve colocar nas embalagens avisos sobre os resultados do consumo para à saúde da população, como uma forma de conscientização da população.