O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 16/02/2021

De acordo com o pesquisador e médico nutrólogo Carlos Monteiro, alimentos ultraprocessados são fórmulas químicas de baixo custo de produção e altamente atraentes. É sabido que a ingestão desse tipo de alimeto está diretamente relacionada a diabetes e a doenças cardiovasculares. Entretanto, empresários continuam a explorar essas fórmulas químicas, sem nenhuma preocupação com a saúde pública, gerando mais risco de mortes decorrentes da obesidade.

É possível ressaltar, em primeiro lugar, que há um consenso entre os especialistas em nutrição de que esses alimentos não deveriam ser consumidos pois são maléficos para à saúde. Segundo o Guia Alimentar do Ministério da Saúde (MS), os ultraprocessados estão substituindo os alimentos naturais por conta da sua alta atratividade. Em semalhança ao MS, pesquisas da organização Joio e Trigo mostram que a quantidade de calorias consumidas por ultraprocessados aumentou em 6% e a de aliementos naturais caiu em 4%.

De fato, esses números parecem ser pouco relevantes, porém há uma clara correlação entre obesidade e o consumo dessa classe alimentícia. De acordo com pesquisas da SciELO, em 90% dos casos em que há ingestão de ultraprocessados está também presente a obesidade. E, consequetemente, o Conselho Federal de Medicina aponta que a obesidade aumenta em 200% o risco de se ter diabetes e 530% de ter doenças cardiovasculares.

Em suma, deveriamos frear o consumo dos ultraprocessados assim como fizemos com o tabaco. É preciso que a Câmara dos Deputados crie, urgentemente, uma proposta de lei que aumente os tributos dos ultraprocessados e proíba a publicidade deles. Os impostos gerados por essa lei devem ir para as campanhas contra a obesidade do Sistema Único de Saúde. Essa medida contribuíria significantemente para a redução do consumo de ultraprocessados e das doenças causadas por eles.