O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 14/09/2020

“A alimentação não consiste tão somente em ingerir os alimentos. A boa alimentação deve estar em harmonia com um princípio básico: Nada em excesso.” disse Emídio Silva Falcão Brasileiro. Nessa perspectiva, mostra-se relevante pensar no impacto da alimentação brasileira, uma vez que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e a carência de uma educação alimentar ocasionam em impasses alimentares. Configuram assim, as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

De início, é notório destacar que o consumo dos alimentos ultraprocessados deve ter muita prudência, já que esses são formulações da indústria, feitos em sua maioria a partir de ingredientes e aditivos, contendo pouco ou nenhum alimento integral. Isso porque tais ingredientes não são apropriados para uma alimentação. Prova disso é o Guia Alimentar para a população Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2014, que reforça a importância de consumir alimentos naturais e eliminar os ultraprocessados da alimentação.

Ademais, cabe ressaltar que a educação alimentar é imprescindível para a sociedade brasileira. Nesse contexto, a revista Veja realizou uma pesquisa e concluiu que quando os alimentos ultraprocessados estão presentes na alimentação, eles aumentam significativamente o risco de enfrentar qualquer tipo de doença cardiovascular em 12%. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resulta em impasses e deve ser elucidado.

Em suma e com o objetivo de minimizar o consumo de ultraprocessados, é dever do Governo, através do Ministério da Saúde investir em campanhas de regulamentação alimentar, como o do Guia Alimentar Brasileiro, além de disponibilizar profissionais da saúde e nutricionistas em escolas e bairros carentes, para que esses possam explicar a importância da alimentação saudável. Somente assim, e seguindo o lema ‘’nada em excesso’’, será possível conquistar uma saúde qualitativa para a população brasileira.