O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 04/10/2020
A partir da Globalização, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas, como também sociais. Nesse contexto, a sociedade brasileira tem passado por modificações alarmantes em relação aos seus hábitos alimentares. Assim sendo, observa-se uma problemática de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e dos danos à saúde que o consumo de alimentos ultraprocessados pode gerar.
Antes de tudo, a ação da mídia nessa questão é, muitas vezes, antiética. Nesse sentido, a máxima de Pierre Bourdieu de que “O que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão” cabe perfeitamente. Assim, os indivíduos, diversas vezes, são manipulados por meio de propagandas e notícias equivocadas publicadas nos dispositivos midiáticos que incitam o consumo desses produtos.
Ademais, os problemas de saúde gerados por esses alimentos são preocupantes. Além disso, de acordo com dados divulgados pelo Jornal Médico Britânico (BMJ), apenas 10% de participação dos ultraprocessados na alimentação aumenta significamente o risco de desenvolver qualquer tipo de doença cardiovascular em 12%. Logo, esses números demonstram que essa nutrição é de alta periculosidade e deve ser evitada o máximo possível.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizarem o quadro atual. Dessa forma, o Ministério da Saúde, juntamente ao apoio de entidades escolares, deve, por meio de verbas públicas, promover campanhas de conscientização acerca do consumo de alimentos ultraprocessados, em síntese, essas campanhas seriam feitas em escolas, incentivando os alunos a passarem essas lições aos seus pais, atingindo, então, diversos setores sociais. Desse modo, o impacto desses hábitos poder-se-ia ser minimizado na nação.