O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 16/10/2020
Durante a Revolução industrial ocorreu um grande desenvolvimento tecnológico, o qual possibilitou o surgimento dos primeiros alimentos ultraprocessados. Na contemporaneidade é fato que as consequências geradas pela Revolução Industrial podem ser relacionadas ao impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, uma vez que em decorrência do consumo exagerado de alimentos industrializados uma parcela exorbitante da população sofre problemas de saúde. Esse cenário antagônico é fruto tanto do capitalismo industrial quanto escassa educação alimentar.
A princípio, é importante destacar que, em função do capitalismo industrial, são produzidos dada vez mais alimentos ultraprocessados. Nesse sentido, de acordo com Adorno e Horkeimer, dois importantes filósofos da Escola de Frankfurt, a chamada ‘‘Industria Cultural’’, visando o lucro, tente a massificar e uniformizar os gostos dos indivíduos. Analogamente, observa-se que o exagerado consumo de alimentos industrializados pode ser encaixado na teoria citada, visto que as indústrias alimentícias, visando apenas o lucro, tendem a utilizar substâncias químicas, prejudiciais a saúde, com o intuito não apenas de aumentar o prazo de validade, como também de tornar o aspecto dos alimentos mais atrativos.
Outrossim, é imprescindível ressaltar que a escassa educação alimentar contribui expressivamente na potencialização dos impactos dos ultraprocessados na saúde. Nesse contexto, segundo o filósofo Sócrates, ‘‘Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância’’. Sob essa análise, é possível concluir que devido à escassez de conhecimento sobre como são produzidos os alimentos industrializados, a população tende a continuar consumindo esses produtos, sobretudo, em razão da facilidade que os ultraprocessados proporcionam no dia a dia e, por consequência, posteriormente, adquirem um problema de saúde.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nessa perspectiva, urge que o Estado, em parceria com Vigilância Sanitária e por meio da criação de leis, proíba o uso de substâncias prejudiciais à saúde na produção de alimentos e, com o auxílio de agentes sanitários fiscalize as indústrias alimentícias, certificando-se que não haja nenhuma irregularidade, com a finalidade de acabar com a produção de ultraprocessados. Além disso o Ministério da Educação deve criar nas escolas projetos socioeducativos, com o nutricionistas que discutirão de forma construtiva e didática sobre a fabricação dos alimentos industrializados, com o fito de democratizar a educação alimentar. Somente assim, será possível extinguir definitivamente com uma das consequências negativas da Revolução Industrial.