O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 13/10/2020
Os tempos modernos trouxeram, com a industrialização, grandes evoluções históricas para as populações contemporâneas. Entretanto, surgiram-se grandes consequências que prejudicam a saúde delas, como é o caso dos alimentos ultraprocessados, que aumentam o índice de doenças graves. No Brasil, tal problema é uma realidade urbana, pois interfere na qualidade de vida dos brasileiros ao ponto de optarem por produtos industrializados prontos ao invés dos de origem natural.
A princípio, de acordo com a sociologia, o sistema capitalista, com o intuito de lucrar, obriga os cidadãos a serem consumidores dos produtos industrializados — principalmente os alimentos não naturais — e conseguem atraí-los devido às suas propagandas que apresentam características agradáveis, como: sabor, ingredientes, preços baixos e economia de tempo. Dessa forma, a população brasileira opta pelos produtos ultraprocessados como uma rápida e eficiente escolha que irá saciar seu apetite. Porém, esses alimentos possuem ingredientes que podem viciar os consumidores e agravar a saúde dos brasileiros com o seu consumo exagerado.
Ademais, a Vigitel afirma que a taxa de obesidade aumentou 67% em 2018 por causa dos compostos presentes em alimentos gordurosos, refrigerantes, sucos de caixa, doces e salgados, que apresentam grande teor calórico e desbalanceamento nutricional. Dessa maneira, prejudicam o corpo e favorecem o desenvolvimento de diabetes, hipertensão, obesidade e diversos tipos de canceres. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos tem direito à alimentação adequada, porém por causa da alta produção e da padronização de busca por alimentos calóricos e baratos agravam o problema e interferem em tal direito.
Observa-se, portanto, que para evitar esses tipos de doença é necessário evitar o consumo de produtos ultraprocessados. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o auxílio das mídias, tome providências por meio de palestras de nutricionistas em locais públicos e da divulgação de informações sobre saúde alimentar com o intuito de diminuir os índices de doenças crônicas e estimular o consumo de frutas e vegetais na vida dos brasileiros. Desse modo, os cidadãos terão hábitos mais saudáveis e, consequentemente, melhoria de vida.