O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/10/2020

“Desde pequenos nós comemos lixo, comercial e industrial”. O trecho da música “Geração Coca-Cola”, da banda brasileira Legião Urbana, evidencia como os maus hábitos alimentares estão presentes desde a infância, especialmente com os alimentos industrializados e ultraprocessados. O aumento do consumo destes alimentos, que tem como uma de suas causas a facilidade de preparo, pode levar a inúmeros problemas de saúde e são extremamente maléficos à população.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar as razões que motivam o consumo exagerado dos ultraprocessados. Na Primeira Revolução Industrial, surgiram diversos tipos de novos produtos e tecnologias, o que gerou uma grande mudança no setor alimentício, trazendo novos hábitos alimentares para a população que perduram até os dias de hoje. Diante desse cenário, uma das razões pela qual alimentos industrializados possuem grande apelo popular, é sua facilidade de preparo. Muitas vezes, é necessário apenas esquentar o alimento por poucos minutos ou até mesmo comê-lo após desembalar, o que evidencia a rapidez e praticidade desse tipo de comida. A demanda pela velocidade no preparo de alimentos é causada pela maneira como a sociedade contemporânea se comporta, por estar cada vez mais ocupada e com menos tempo. Isso é justificado, por exemplo, observando-se alguém que, após chegar de um longo dia de trabalho, prefere não passar muito tempo cozinhando.

Outrossim, convém salientar as consequências do consumo deste tipo de comida ao organismo e à saúde pública,. Sabe-se que alimentos industrializados possuem alto teor de carboidratos, sódio e gorduras, que podem causar problemas como hipertensão, obesidade e diabetes. Tais doenças podem causar diversos problemas em cadeia como, por exemplo, a obesidade, que muitas vezes leva a problemas de autoestima e, consequentemente, depressão. Ademais, outro problema indireto causado está relacionado à saúde pública. Com mais pessoas doentes, mais sobrecarregados ficarão os hospitais brasileiros e maiores serão as filas no SUS e a demanda por recursos estatais na saúde.

É mister, portanto, que medidas preventivas sejam tomadas para a criação de novos hábitos alimentares entre os brasileiros. O Estado, por meio do Ministério da Saúde, deve criar campanhas de conscientização alimentar na TV, rádio, e internet, indicando os malefícios que a má alimentação pode causar à saúde e à sociedade, visando aumentar o consumo de alimentos saudáveis como frutas e verduras. Além disso, ele deve, em parceria com o Ministério da Educação, oferecer lanches saudáveis aos alunos  nas escolas para que eles adquiram, desde a infância, uma boa alimentação. Com essas medidas sendo tomadas, os indivíduos teriam uma vida mais sadia e longeva.