O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 21/10/2020
Em séculos passados, a alimentação era extremamente diferente do que é hoje. Os povos viviam à base de caça e pesca, e, como ainda não existia eletricidade e muito menos a geladeira, era um grande desafio conservar os alimentos. No entanto, está totalmente mudado, tendo os meios de conservação, além dos diversos alimentos ultraprocessados e industrializados.
Com a globalização, diversas técnicas foram desenvolvidas a fim de conservar os alimentos fabricados com vários ingredientes, como o sal, açúcar, óleos e gorduras. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de um quinto (19,7%) da população brasileira com dez ou mais anos de idade consome esses ultraprocessados. Eles são bastante ofensivos à saúde, podendo ter um maior risco cardiometabólico- principalmente pelo desenvolvimento da síndrome metabólica, sobrepeso e a redução do colesterol do tipo HDL (colesterol bom).
Por outro lado, os alimentos industrializados oferecem uma certa facilidade para o consumidor. As pessoas vivem uma vida corrida, e esses alimentos, na maioria das vezes, já vêm prontos para o consumo, além de durar um bom tempo guardado se comparados aos demais. Em compensação, o estudo realizado pelos cientistas da França e Espanha, aponta que para cada 10 mortes entre as pessoas que comeram menos alimentos ultraprocessados, houve 16 mortes entre os que comeram mais alimentos desse tipo.
Levando-se em consideração esses aspectos, torna-se necessário, portanto, que as autoridades governamentais liberem verbas para as escolas contratarem uma nutricionista para auxiliar na alimentação das crianças e adolescentes, para que futuramente não haja adultos obesos. É de extrema relevância que o Governo Federal oriente a humanidade com dicas de alimentos saudáveis, através de panfletos e propagandas, com o intuito de manter todos com uma alimentação correta e saudável.