O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 26/10/2020

O Guia Alimentar Brasileiro, criado para auxiliar a população brasileira nas escolhas alimentares, apesar de ser gratuito, não é de fácil acesso a todos os habitantes do país.Isso se dá pela classe baixa ter o acesso dificultado a esses alimentos in natura, fazendo com que os alimentos baratos, como os ultraprocessados, sejam mais requisitados. Dessa forma, as causas desse problema precisam ser podadas da sociedade, como a má distribuição de renda e má distribuição de terras.

Em primeira instância, é válido pontuar que o poder de compra está conectado com a alimentação saudável. Assim, a falta de uma segurança financeira pode ocasionar em uma falta de segurança alimentar, ou levar as famílias brasileiras às prateleiras de enlatados. A causa disso, normalmente, é o preço dos produtos industrializados serem menores do que os frescos, fazendo com que a comunidade os priorize. Esse problema pode ocasionar em uma falta de soberania alimentar e uma defasagem na saúde pública, fazendo com que o brasileiro tenha sua vida encurtada.

Por ordem dos fatos, a má distribuição de terras afeta a produção agrícola do Brasil, tendo em vista os latifúndios. Por isso, além da péssima renda familiar brasileira, a pouca terra agrária é um fator que dificulta a realização de uma boa alimentação. As feiras brasileiras são abastecidas pela agricultura familiar, realizadas, muitas vezes, em pequenos terras, o que explica o encarecimento de alimentos naturais. Os terrenos latifundiários são ocupados por gados, ou monocultura da soja e milho, que são voltados para a exportação, e não para o consumo nacional, o que encarece a produção de frutas e vegetais.

Em síntese, apesar do Guia Alimentar Brasileiro recomendar uma alimentação, o mercado e indústrias preferem ir na contramão. Dessa forma, é necessária uma intervenção estatal no assunto. Logo, urge que o Ministério da Agricultura aja na distribuição de terras para os produtores que abastecem o Brasil. Isso deve ser feito por programas governamentais que ajudem as famílias a possuir uma terra maior, a fim de que a produção aumente, barateando os preços. Assim, o brasileiro pode construir uma alimentação mais saudável.