O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 26/10/2020

Em séculos passados, a alimentação era extremamente diferente do que é hoje. Os povos viviam à base de caça e pesca, e, como ainda não existia eletricidade e muito menos a geladeira, era um grande desafio conservar os alimentos. No entanto, está totalmente mudado, tendo os meios de conservação, além dos diversos alimentos ultraprocessados e industrializados.

Primeiramente, com a globalização, diversas técnicas foram desenvolvidas a fim de conservar os alimentos fabricados com vários ingredientes, como o sal, açúcar, óleos e gorduras. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de um quinto (19,7%) da população brasileira com dez ou mais anos de idade consome esses ultraprocessados. Eles são bastante ofensivos à saúde, capazes de gerar um maior risco cardiometabólico - principalmente pelo desenvolvimento da síndrome metabólica, sobrepeso e a redução do colesterol do tipo HDL (colesterol bom).

É interessante reiterar que as redes sociais das indústrias de “fast-food” podem induzir negativamente a rotina alimentar das pessoas, Segundo uma pesquisa realizada nos EUA pela Ogilvy - ChatThreads junto a consumidores de restaurantes de “fast-food” revelou que indivíduos expostos a conteúdo de mídias sociais têm muito mais propensão a aumentar seus gastos e consumo do que pessoas não expostas.

Em vista dos argumentos apresentados, faz-se necessário, portanto, que as autoridades governamentais liberem verbas para as escolas contratarem uma nutricionista para auxiliar na alimentação das crianças e adolescentes, para que futuramente não haja adultos obesos. É de extrema relevância que o Governo Federal oriente a humanidade com dicas de alimentos saudáveis, através de panfletos e propagandas, com o intuito de manter todos com uma alimentação correta e saudável.