O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 29/10/2020
Segundo Platão, filósofo da antiguidade, “O importante não é viver, mas viver bem”. No entanto, na sociedade moderna é observado o oposto do que é pregado pelo pensador, visto que há diversos impactos no padrão de vida e alimentar dos brasileiros em virtude dos ultraprocessados. Em vista disso, as propagandas maciças realizadas pelas indústrias sobre comidas processadas corroboram para o acréscimo desse cenário, além das chances de surgimento de enfermidades.
Em primeiro plano, é importante ressaltar as campanhas publicitárias advindas pelas indústrias alimentícias para a consumação dos ultraprocessados. Nesse sentido, em variados casos as publicidades são direcionadas para comidas de alto processamento que propõe o rápido preparo, sendo algo que atrai a atenção dos consumidores. Entretanto, de acordo com o sociólogo Karl Marx, “Em um mundo capitalizado a busca pelo lucro ultrapassa os valores éticos e morais”. Dessa forma, é notório que o ramo alimentício utiliza tais propagandas para alcançar o lucro por meio de indivíduos que não possuem disponibilidade de tempo para a preparação do próprio alimento, e assim optarem pelos ultraprocessados. Logo, é necessário conter esse anúncios para reduzir o consumo desse grupo alimentar.
Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato do desenvolvimento de doenças em decorrência dos ultraprocessados. Um grande exemplo disso foi retratado no documentário ‘Super Size Me", no qual um homem se alimenta somente de fast-food durante um mês para demonstrar os malefícios de alimentos processados. Como resultado, ele adquiriu mais de dez quilos, aumento de colesterol entre outros problemas de saúde. Dessa maneira, é evidente o quão prejudicial é a consumação desses alimentos ao corpo, sendo algo que contribui para a obesidade e doenças cardiovasculares.
Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Cabe ao Governo Federal, junto ao Estado, conscientizar a população das publicidades oriundas das indústrias alimentícias que visam no aumento da compra de comidas de alto processamento, por meio de projetos de cunho socioeducativos, a fim de reduzir o consumo de tais alimentos na esfera social. Além disso, o Ministério da Saúde deve incentivar a sociedade a seguir uma dieta saudável, por intermédio de um programa nacional de campanhas, com o objetivo de diminuir o surgimento de doenças em razão de produtos processados. Desse modo, será possível conter os impactos dos ultraprocessados na vida dos indivíduos.