O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 06/11/2020
Segundo dados do site ´´Jornal da USP´´, o Brasil está na 34ª posição da venda per capita de alimentos e bebidas ultraprocessados no ranking mundial. Desse modo, o impacto que os alimentos ricos em processos industriais causam no padrão alimentar brasileiro é negativo, e necessita ser revertido. Porém, impasses dificultam a resolução, como a supremacia de interesses financeiros, e o consumismo.
Primeiramente, é importante ressaltar que a prevalência de interesses monetários do setor alimentício é uma causa da problemática. Segundo a Lei da Oferta e da Procura, no momento em que a oferta aumenta, o preço diminui. Sob esse viés, as empresas alimentícias vendem os produtos super industrializados com preços baixos para que possam vender mais, visando apenas um objetivo: o lucro. Ademais, a forma que eles conservam os alimentos são a causa de problemas de saúde na população, como a obesidade.
Vale também ressaltar o consumismo para essa deficiência ética na sociedade brasileira. O filme´´Os Delírios de Consumo de Becky Bloom´´, aborda o relacionamento entre a necessidade da satisfação ao adquirir um produto no qual não terá utilidade na vida do consumidor. Dessa maneira, os brasileiros compram os ultraprocessados apenas pela satisfação do sabor, e não pesquisam sobre os processos químicos envolvidos na fabricação do alimento.
Depreende-se, portanto, que o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro é um tema pertinente e necessita de mais atenção. O Ministério do Desenvolvimento Social, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, órgão responsável pelo consumo de alimentos saudáveis pela população, deve reunir com as indústrias alimentícias e estabelecer preços altos nos megaprocessados. Além disso, a sociedade brasileira deve entender que os industrializados são maléficos a saúde, por meio da leitura dos ingredientes nas embalagens. Assim, a população consumirá menos alimentos não saudávei.