O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/11/2020

Ultraprocessado é um termo cada vez mais utilizado por nutricionistas, correspondendo aos alimentos que contém muitos ingredientes adicionais, como açúcar e conservantes. Produtos desse tipo estão exponencialmente mais comuns no cotidiano brasileiro, em razão do atual contexto pós industrial. No entanto, esse novo cardápio é responsável pelo aumento de problemas de saúde na população.

Em um primeiro plano, é imperioso destacar o novo contexto que causa mudanças nos padrões alimentares.  A Revolução Industrial foi responsável por uma séria de alterações não só no âmbito do capital, mas também no estilo de vida da sociedade de um modo geral. A título de exemplo, o constante controle do tempo advindo dessa revolução, em busca da maior produtividade possível, faz com que as pessoas encarem os horários de refeição como obstáculos. Deste modo, alimentos que são mais práticos de serem feitos e consumidos ganham lugar na mesa. Todavia, geralmente, pratos feitos com maior rapidez tendem a ter a participação de alimentos ultraprocessados, que surgem com o intuito de serem um refeição saborosa, pelo auto teor de elementos diferentes, e ao mesmo tempo de fácil preparação.

Outrossim, esse nova dinâmica alimentar traz uma série de prejuízos a saúde dos indivíduos. Segundo dados da associação brasileira para a obesidade, nos últimos trezes anos, mesmo período em que a industrialização e as parafernálias que a acompanham se massificaram, houve um aumento de 67,8% de obesos no Brasil. Ademais, a Organização Mundial da Saúde aponta que a obesidade é um fator de risco considerável para uma série de outros problemas, como o câncer, por exemplo. Logo, observa-se uma íntima relação entre deficiências na saúde e o consumo de produtos altamente processados.

Portanto, faz-se necessária a atuação dos governos municipais, em conjunto com o sistema único de saúde, na propagação de hábitos alimentares que minimizem os ultraprocessados no meio alimentar. Isso pode ser feito com a criação de propagandas de incentivo a consultas aos nutricionistas do SUS, os quais farão o necessário acompanhamento da dieta nutricional. Essa divulgação pode ocorrer por meio de cartazes em ônibus municipais, instituições públicas e, principalmente, dentro dos próprios hospitais das cidades. Desta forma, será possível mitigar essa problemática, diminuindo o consumo de produtos que tem uma série de ingredientes que são prejudiciais ao bem estar dos sujeitos e ainda será possível melhorar a qualidade de vida.