O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 27/11/2020
A Revolução Industrial, a partir do século XVIII, introduziu ao mercado a lógica de busca ao lucro máximo, o que desde então, na indústria alimentar, fomentou a idealização dos alimentos processados ou ultraprocessados. Estes, por sua vez, possuem baixo custo de produção, rapidez de fornecimento e maior período de validade. Logo, tais produtos adequam-se ao ideário capitalista, porém, causam problemas à sociedade e a governos como o Brasil. É necessário, portanto, avaliar os impactos que alimentos industrializados causam ao padrão alimentar brasileiro e propor formas de contornar problemas relacionados a eles.
Primeiramente, a introdução de alimentos ultraprocessados na dieta brasileira permitiu o acesso à formas de nutrição mais rápidas e baratas. Todavia, tais insumos carregam, em sua constituição, quantidades excessivas de substâncias como o sódio, o açúcar, as gorduras trans e insaturadas e óleos. Elas, por sua vez, são prejudiciais à saúde humana, se consumidas com frequência, uma vez que induzem ao excesso de peso, à obesidade e doenças relacionadas à ela, dentre as quais podemos citar: O infarto do miocárdio, a diabetes melitus e as síndromes imunodeficientes.
Concomitantemente a isso, a cultura do consumo de alimentos processados promove a degradação excessiva de recursos naturais. Isso decorre do fato de que, para que se sustente sua demanda, o uso de agrotóxicos e da operação em monoculturas latifundiárias é necessário. Esse modelo de produção causa o empobrecimento do solo e desmatamento, causa da redução da diversidade da fauna e da flora nativas do Brasil. Dessa forma, políticas públicas são imprescindíveis, não só para a manutenção da qualidade de saúde do país, como para a conservação de seus ecossistemas.
Diante do que fora abordado, depreende-se a necessidade de atenuar os impactos provenientes da inserção de alimentos ultraprocessados no cotidiano brasileiro, o que deverá ser realizado mediante as seguintes medidas: Ao Ministério da Economia, compete desestimular o consumo desses produtos, por meio do incremento de tributos inerentes a eles, como forma de torná-los menos atrativos financeiramente. À Sociedade Civil Organizada, em parceria com o Ministério da Saúde, cabe promover a educação alimentar, por meio da realização de palestras e oficinas em espaços midiáticos, pautadas na conscientização acerca dos malefícios atribuídos a alimentos industrializados e formas saudáveis de substituí-los. Assim, os alimentos ultraprocessados passarão a ter um impacto mínimo no Brasil.