O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 01/12/2020

Segundo a OMS, o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou em 9,2% nos últimos anos e são projetados aumentos desenfreados para o futuro. Apesar de serem aliados na validade e na praticidade, seu consumo não deve ser um padrão alimentar, mas sim, uma exceção. Contrariamente à realidade, visto que são responsáveis pelo crescimento da taxa de obesidade e doenças relacionadas à má alimentação, o que deve ser amenizado.

A priori, a sociedade atual é caraterizada como Modernidade Líquida por Zygmunt Bauman pela rapidez das relações do ser humano com outros e com o meio em que vive. Nesse ambiente acelerado, os alimentos mais propícios e práticos são os ultraprocessados, que podem ser levados facilmente para acompanhar o cotidiano do indivíduo moderno. No entanto, o consumo desses subsídios altamente calóricos e com significativas taxas de sódio, gorduras e açúcares têm propiciado uma realidade de pessoas cada vez mais doentes, como alguns tipos de câncer, que poderiam ser evitados por uma nutrição equilibrada.

Nesse contexto, de acordo com a teoria Malthusiana, ao longo do tempo, a população sofreria com a escassez, tendo em vista que cresceria em progressão geométrica, enquanto as provisões em progressão aritmética. Dessa forma, uma das medidas favoráveis para combater esse impasse, seria a produção em massa de insumos acessíveis e com data de validade extensa, o que poderia se opor à fome. Entretanto, isso resultou no aparecimento de um novo contratempo: a degradação da saúde pública e gastos nessa área.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde disponibilize nutricionistas nas redes públicas de saúde e incentive a melhora da alimentação, por meio de palestras e anúncios. Além disso, a Anvisa deve impor limites de modificadores alimentícios e fiscalizar as indústrias de ultraprocessados, a fim de que a sociedade possa romper com as projeções patológicas e iniciar outras mais saudáveis.