O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/12/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Estados Unidos criou a necessidade de produzir alimentos fáceis de carregar, cozinhar e comer, os alimentos ultraprocessados. Em sequência, com a promessa de que esses alimentos seriam a solução para as donas de casa, o Brasil adere a essa cultura. Entretanto, esse padrão alimentar trouxe diversos males a população, e são necessárias políticas públicas para a reeducação alimentar, no intuito de evitar danos futuros a saúde dos brasileiros.
Em primeira análise, vale salientar que alimentos ultraprocessados estão diretamente ligados às DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis), segundo o British Medical Journal, do Reino Unido. Portanto, aumentar a quantidade de alimentos não naturais prejudica a saúde da população brasileira, que já sofre com altos índices de mortes por DCNT. Conforme dados do Ministério da Saúde, doenças crônicas são responsáveis por 72% dos óbitos no Brasil, deixando explícito que é necessário investir em reeducação alimentar, pois reduz gastos no Sistema de Saúde.
Ademais, a falsa sensação de ser mais prático comer alimentos ultraprocessados faz piorar a alimentação da população. Segundo dados do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia Estatística), no período de 2017/2018, houve uma redução no consumo de arroz e feijão, e um aumento na ingestão de Fast Foods. Assim sendo, a falta de conscientização da população sobre alimentação correta, faz danos a saúde, a médio e longo prazo.
Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Cabe ao Ministério da Saúde conscientizar a população sobre reeducação alimentar, fazendo com que a população opte por opções mais saudáveis e naturais. Com base no Guia Alimentar Para a População Brasileira, promover palestras de conscientização nas escolas e unidades básicas de saúde. Dessa forma, diminuirá a taxa de mortes por doenças crônicas e também, prejuízos futuros aos sistemas de saúde, causados pelos alimentos ultraprocessados.