O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 07/01/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com um problema do outro. No entanto, quando se observa o consumo de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intresecamente ligada à realidade do país, seja pelo surgimento de doenças crônicas, seja pelos gastos públicos alavancados. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação.

É fundamental pontuar, de início, que o uso excessivo do consumo de ultraprocessados é uma causa agravante, no que rege ao surgimento de doenças crônicas. Segundo uma recente pesquisa publicada na revista médica The Lancet, cerca de 11 milhões de pessoas morreram de alguma doença decorrente de maus hábitos alimentares, ou seja, com o aumento do consumo de alimentos enlatados, com auto teor de sal, gordura e açucares, o índice de mortalidade sobre essa causa só aumenta. Dessa forma, é inadmissível que tais fatores continuem contribuindo na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Faz-se mister, ainda, salientar que os indícios de pessoas com problemas de hipertensão, diabentes e, também, de obesidade será acrescido de forma constante, caso nenhum hábito seja alterado para melhor. Seguindo essa linha de pensamento, quanto maiores os hábitos da má alimentação, maiores serão os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) e da sociedade para cuidar dos problemas recorrentes. Entretanto, é de imprescindível relevância que as pessoas  se conscientizem acerca das consequências, como o aumento do número de mortes devido à esse mau hábito, para que, assim, busquem hábitos de alimentação melhores.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o Governo em parceria com as Secretárias da Saúde, promovam palestras educacionais e conscientizadoras no âmbito escolar, com a presença de profissionais da área, nutricionistas e educadores físicos, acerca dos benefícios de se aderir uma boa alimentação, a fim de incentivar à busca por uma melhor qualidade de vida que, trará inúmeros impactos positivos a todos os aspectos do indivíduo. Além disso, a mídia como formadora de opiniões e influenciadora, deve publicar e incentivar as pessoas através de propagandas e publicações nas mídias sociais, sobre a importância de se informar sobre os riscos da má alimentação e, de buscar um nutricionista para evitar tais consequências agravantes. Espera-se com isso que, o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar, seja amenizado.