O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 09/04/2021

No desenrolar do documentário “Muito além do peso”, é retratada a história de crianças que consumiam diariamente alimentos que dispõe de um excesso de açúcares e de conservantes. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista o negativo padrão alimentar  baseado em ultraprocessados. Nesse sentido, esse fator, que precisa ser eminentemente combatido devido aos seus impactos, provém não só da omissão do Estado, mas também, de uma falha educacional.                                  A princípio, cabe avaliar que a ausência de ações, como o aumento do acesso aos nutricionistas, os quais poderiam repassar dicas de alimentos que são saudáveis, é um dos fatores que contribuem para a permanência de alimentos baseados em industrializados. Isso demonstra uma quebra do Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma que o Estado deve assegurar os direitos de todos os cidadãos. Entretanto, o atual contexto mostra-se distante dessa realidade, pois diversos indivíduos, por optarem pela preparação rápida e prática de mantimentos, alimentam-se frequentemente de ultraprocessados, de modo a não reconhecerem que eles possuem valores nutricionais insuficientes. Configurando, destarte, não somente uma incompatibilidade com a ideologia de Hobbes, como, da mesma forma, com a Constituição federal, a qual certifica a todos os indivíduos o direito à saúde.                      Ademais, cabe avaliar que, no ambiente escolar, existe uma carência na abordagem a respeito dos males causados pelos mantimentos ultraprocessados. Tal fato ocorre, porque, a Base Nacional Comum Curricular não apresenta uma disciplina que aborde essa temática. Segundo o educador Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse contexto, os colégios funcionam como gaiolas, uma vez que permitem que os estudantes permaneçam desprovidos de informações pertinentes sobre a necessidade de, ao invés do consumo de comidas com um maior processamento industrial, obter hábitos saudáveis, dado que eles são essenciais para a manutenção de uma saúde ideal. Consequentemente, muitos jovens e infantes adquirem impasse no bem-estar, por exemplo, a diabetes e a obesidade, por conta desse desconhecimento da relevância de costumes saudáveis para o fornecimento das energias suficiente para a realização das tarefas diárias.         Portanto, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover uma consultoria gratuita com nutricionistas nas escolas públicas brasileiras. Isso deve ser feito por meio da disponibilização de verbas por parte do governo federal. Essa ação possui a finalidade de alcançar uma maior orientação a respeito do quanto os ultraprocessados podem ser danosos para a saúde humana e, também, de ensinar e facilitar a preparação de alimentos saudáveis de maneira prática e rápida, aprendizados que devem ser repassados para os familiares.