O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 17/05/2021
Os efeitos de comer alimentos ultraprocessados são diversos, sendo os mais proeminentes os problemas cardiovasculares, diabetes e obesidade. Porém, mesmo diante desse problema, como afirma o Ministério da Saúde, o consumo desses produtos vem aumentando gradativamente desde 1970. Portanto, é importante analisar as motivações que levaram os brasileiros a adotar essa dieta.
Em primeiro lugar, o sistema educacional se destaca. Vale lembrar que o modelo de ensino vigente nas escolas brasileiras prioriza as matérias que serão abordadas na prova de avaliação. Ao contrário, o conhecimento sobre nutrição alimentar é ignorado. Portanto, de acordo com o portal G1, apenas 12% da população brasileira tem conhecimento dos malefícios dos alimentos industrializados. Desse modo, fica claro que a omissão das escolas sem dúvida ajudará a aumentar o impacto dos produtos ultraprocessados.
Além disso, enfatiza a passividade da multidão imposta pela mídia. De acordo com a Escola de Frankfurt, isso ocorre porque a mídia usa a arte para controlar o comportamento e o pensamento das pessoas. Sob esse preconceito, esse controle é demonstrado pelas propagandas de grandes redes de “fast food”, que mostram que pessoas sorridentes e animadas estão comendo alimentos com alto teor calórico. Portanto, é óbvio como a passividade pode aumentar o consumo desses produtos, pois essa prática é sinônimo de felicidade.
Portanto, com o objetivo de reduzir o impacto da ingestão de alimentos ultraprocessados, o Ministério da Educação tem a responsabilidade de reformular o modelo de ensino e incorporar conhecimentos extracurriculares, como questões nutricionais. Os nutricionistas podem fazer isso para que os alunos possam compreender os efeitos nocivos desses alimentos e divulgá-los para a sociedade. Além disso, a mídia tem a responsabilidade de ignorar os anúncios de redes de fast food e mostrar ao público as consequências de sua ingestão.