O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/05/2021

O advento da primeira revolução industrial foi responsável por drásticas mudanças na sociedade como um todo, como a urbanização, aumento da expectativa de vida, entre outros. Porém, uma novidade, qual priorizava a facilidade em armazenamento e a longevidade dos alimentos em detrimento da saúde foi muito popularizado. Este processo era e ainda é muito popularizado no mundo, sendo a forma mais conveniente para se alimentar, devido sua praticidade, mesmo que seja a mais perigosa, o que proporciona diversos riscos á saúde.

Em primeira estase, é indubitável que o alto consumo de alimentos industrializados se deve pela praticidade e pela economia de tempo no consumo de “fast foods”, que em um mundo onde tempo significa dinheiro, ultrapocessados são bem recebidos. Em função disso, a falta de publicidade para alimentos “in natura”, assim como o estigma que esses alimentos são caros e levam um alto tempo de consumo, também são um grande fator decisivo na hora de escolher qual alimento será comprado, isto é resultado da ausência de políticas sociais voltadas para alimentação. Esta carência de uma ação especializada gerou grandes problemas ao Brasil que, de acordo com o Ministério da saúde, possui 55% dos jovens com uma alimentação desbalanceada e irregular, o que resulta em um alto índice de obesidade infantil, passando dos 22%.

Outrossim, é valido destacar a responsabilidade da glamourização do consumismo em uma sociedade capitalista no insumo de produtos industrializados em geral. Percebe-se que isto se deve ao esteriótipo criado no mundo globalizado, de que aquele que tem muitas posses é alguém jubiloso, desprovido de tristeza ou qualquer sentimento negativo, o que acaba por propocionar a cobiça de tal posição social. Esta lógica também se mostra válida para alimentos sintéticos, com pessoas com sobrepeso reconhecidas com uma seguridade social maior. Assim, fica claro a necessidade de mudar este cenário, em decorrência das consequências abordadas.

Infere-se, portanto, que é imprescindível tomar medidas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados no âmbito social. Dessa forma, cabe ao Ministério da Comunicação, por meio de verbas governamentais, usar de cartazes públicos e postagens em redes sociais, dessa forma, se busca atingir principalmente o público jovem e idoso, principais vitimas das consequências de alimentos industrializados. Assim sendo, a conscientização sobre alimentação na vida cotidiana será tão abordada quanto outras áreas da saúde pública. Dessa forma, espera-se aumentar a qualidade nas refeições consumidas pelos brasileiros, o que irá reduzir os índices de obesidade infantil.