O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/05/2021

Nas últimas décadas, as mudanças ocorreram no padrão alimentar da população brasileira, caracterizando pela diminuição do consumo de alimentos in natura e minimamente processados, em detrimento do aumento da ingestão de produtos processados ​​e ultraprocessados. Tais mudanças repercutem numa dieta com maior densidade energética, associado a um aumento na ingestão de aditivos químicos, açúcar, sódio, gordura saturada e trans e à diminuição do consumo de fibras.

Os anúncios do “fast food” tornam-se uma tentação para as pessoas e viáveis ​​para os que tem uma rotina corrida e não tem tempo para fazer uma refeição saudável. Por conseguinte, doenças são ocasionadas e aumentadas. De acordo com a OMS, em 1975, calcula-se que 11 milhões de adolescentes eram obesos. Em 2016, o número saltou para 124 milhões.

Em consequência disso, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) têm aumentado drasticamente. Com destaque para a obesidade, hipertensão e também diabetes, que segundo o Ministério da Saúde, 57,4 milhões de pessoas são diagnosticadas com pelo menos uma dessas doenças. É fato que a alimentação desequilibrada é o principal fator desencadeante problemas, uma vez que os ultraprocessados ​​são pobres em micronutrientes e danificam os mecanismos naturais que sinalizam à saciedade. Dessa forma, favorecem o consumo excessivo e prejudicam a qualidade de vida de toda a sociedade.

Levando-se em conta o que foi observado, faz se necessário que o Governo Federal crie leis para as empresas alimentícias com a finalidade de minimizar esse mau nos alimentos, para diminuir o risco da saúde da população. Ademais, o Ministério de Educação juntamente com nutricionistas, devem promover palestras nas escolas, e orientar aos alunos por meios de dietas, sobre alimentos indispensáveis ​​para um estilo de vida mais saudável. Só assim, os impactos de alimentos ultraprocessados ​​serão reduzidos.