O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
De acordo com Machado de Assis, o menino é o pai do homem, sendo assim, hábitos e ensinamentos adquiridos durante a infância perduram até a idade adulta, sobretudo padrões alimentares. Sobre esse enfoque, faz-se necessário analisar a necessidade da educação alimentar durante o ensino fundamental e como os alimentos superprocessados afetam a saúde humana.
Em primeira instância, a falta da educação alimentar durante o ensino fundamental e médio acarreta na desinformação quanto à importância de uma alimentação saudável. Dessa maneira, devido à falta de informação e a rotina corrida dos centros urbanos, os indivíduos tendem a inserir alimentos com preparo rápido, como os ultraprocessados, sem ao menos prestar atenção em sua carente tabela nutricional. Todavia, a falta de informação quanto à alimentação acarretou em um aumento da obesidade de mais de 300% entre crianças, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Posto isso, torna-se cada vez mais evidente a necessidade da inserção de educação alimentar no ensino fundamental e médio da sociedade brasileira, para que cidadãos conscientes sejam formados e o bem-estar populacional seja garantido.
Outrossim, o consumo de ultraprocessados provoca inúmeros males, diminuindo a expectativa de vida do indivíduo. Assim sendo, alimentos ultraprocessados são desequilibrados nutricionalmente, pois são produzidos alterando o estado natural do alimento e adicionando altos teores de sódio, açúcar e gordura hidrogenada, visando à mudança de sabor e maior durabilidade nas prateleiras dos supermercados. Por conseguinte, de acordo com o site Veja Saúde, o consumo de alimentos ultraprocessados aumenta substancialmente, além do risco de obesidade, os riscos de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e depressão. Portanto, ao inserir alimentos superprocessados em sua dieta, a pessoa estaria colocando sua saúde a risco em longo prazo, podendo causar problemas irreversíveis.
Urge ao Ministério da Saúde, em conjunto ao Ministério da Educação, a implementação da educação alimentar no plano de curso escolar, por meio de investimentos governamentais, objetivando a conscientização da população infantojuvenil brasileira acerca dos malefícios do consumo de produtos ultraprocessados e a melhoria dos habitos alimentares. Dessa forma, o menino irá adquirir hábitos melhores, e, assim, tornar-se um homem mais saudável, de acordo com afirmação de Machado de Assis.