O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 23/05/2021

Define-se por alimento ultraprocessado, aquele que passa por diversos processos industriais em que lhe é adicionado açúcares, gorduras e substâncias sintetizadas, como os conservantes. Nesse sentido, é notório que o acesso a essa categoria de alimento é muito alta na sociedade brasileira, uma vez que são iguarias, que, além de serem mais acessíveis, convém com o cotidiano corriqueiro da população. Dessa forma, fica evidente a preocupação com a saúde do povo brasileiro, já que a questão da alimentação é um ponto muito relevante no que tange as comorbidades mais comuns no Brasil, como a obesidade.

Em primeiro lugar, é importante relacionar o baixo custo de comidas industrializadas e o sobrepreço dos alimentos básicos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a conhecida inflação, subiu 0,64% sobre alimentação, em abril deste ano. Tal dado reflete na alta de preços de alimentos básicos do prato brasileiro, como o arroz, o feijão, a carne bovina e algumas verduras. Em contrapartida, observa-se o barateamento de comidas industrializadas, como, por exemplo, as refeições rápidas das redes de fast-food, macarrão instantâneo, biscoitos, doces e embutidos. Tal problemática retrocede o país na cessão de doenças, que, por sua vez, necessitam de atenção.

Por outro lado, outra questão que aflige os interessados na questão da saúde pública é o crescente índice de doenças no país. De acordo com dados do Plano Nacional de Saúde (PNS), de 2019, o número de pessoas acima do peso cresceu, seis a cada dez pessoas se encontram no estado de sobrepeso ou obesidade, o equivalente a 96 milhões de brasileiros. Tal informação preocupa os agentes da saúde pública no Brasil, visto que a necessidade de um maior investimento na saúde passará a valer. Assim, urge a atuação do governo sobre essa questão que torna a saúde da população cada vez mais alarmente.

Diante do exposto, infere-se, portanto, que, a situação do plano alimentar dos brasileiros precisa mudar. Nessa conjuntura, é fundamental que o Ministério da Saúde em união com o Ministério da Economia faça reparos nos preços de alimentos, por meio do barateamento dos alimentos básicos do prato brasileiro, bem como as frutas, legumes e verduras e o maior custeamento sobre comidas ultraprocessadas. Tal ação, pode, ainda instigar a população à adesão de produtos mais saudáveis para as refeições. Somente assim, será possível garantir uma melhor qualidade da saúde aos brasileiros.