O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/05/2021

Ao analisar o histórico nutricional da sociedade, verifica-se que a alimentação foi o fator principal que culminou no avanço da humanidade, desde a descoberta do fogo, no período neolítico,  que acrescentou sabores e texturas as comidas, até no desenvolvimento da agricultura, que fundou cidades e civilizações, como no antigo Egito. Contudo, contemporaneamente, com as evoluções tecnológicas nos setores alimentícios e a efemeridade dos dias, percebe-se que a predileção à alimentos ultraprocessados pela população brasileira vem influenciando vigorosamente o aumento da mortalidade relacionada a má alimentação e os índices de obesidade e sobrepeso dos indivíduos.

Estudo realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que a mortalidade cardiovascular é atribuida, em 61%, ao coleterol alto, glicemia e indice de massa corporal elevados e baixa ingestão de frutas. Afirmam também, que a ingestão excessiva de gorduras saturada aumentam o risco de doenças arteriais coronárias (DAC). No Brasil, a ingestão massiva de alimentos ultraprocessados, pela maioria da população, sobretudo as camadas mais pobres, graças aos preços mais acessíveis, ocasionou no crescimento de casos de diabetes tipo 2, intolerância a glicose, resistência a insulina e diabetes infatil.

Há ainda,  o aumento nos índices de obesidade e sobepeso. Estudos publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 96 milhões de brasileiros apresentaram obesidade e sobrepeso em 2019, e que 19,6% desses são crianças e adolescentes. Estima-se ainda  que esse número aumentou durante a pandemia do novo coronavírus, graças ao isolamento social. Aliado a isso, cresce no país o numeros de casos de artrose, refluxo estomacal, câncer e doenças laborais.

Dessarte, para que o impacto negativo dos ultraprocessados sejam atenuados faz-se necessária ações por parte do governo e da população.  Para o primeiro, é preciso ações que conscientizem e leve o povo a adotar métodos alimentares mais saudáveis, como campanhas dos orgãos de saúde nas redes sociais, palestras realizadas por especialistas nas escolas e postos de saúde, e preços mais acessíveis a alimentos naturais, como frutas e verduras, que são mais caros que os industrializados. Já para a população, faz-se necessária a redução do consumo de processados no cotidiano, tanto nas principais refeições, com alimentos embutidos, quanto nos lanches, como salgadinhos e biscoitos recheados. Bem como, maior frequência na realização de exercícios físicos e  acompanhamento médico, tanto nutricional quanto pscicológico, caso haja disturbios e necessidade de terapia alimentar.