O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Evidencialmente nas últimas décadas ocorreram mudanças no padrõe alimentar da população mundial, isso é devido pela diminuição do consumo de alimentos mais naturais e minimamente processados, e por conta disso um aumento dos alimentos ultraprocessados. Tais mudanças repercutem em uma dieta com uma ingestão maior de adtivos químicos.
Os produtos ultraprocessados referem-se a formulação da indústria, na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), observou-se um aumento na ingestão desses alimentos e esse aumento pode ser atribuído ao ambiente escolar que está inserido, pois pois a maior parte das propagandas de alimentos veiculadas nos meios de comunicação. Embora ainda sejam escassos estudos que avaliam o consumo individual dos produtos, sabe-se também que a disponibilidade domiciliar aumentou junto com o excesso de peso.
Segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009), 14% das crianças brasileiras de cinco a nove anos apresentaram obesidade e 33,5% excesso de peso e isso se torna muito preocupante pois uma vez que o estado nutricional e o padrão alimentar adquirido na infância tendem a permanecer na vida adulta. Alguns Fatores sociodemográficos, como a renda e escolaridade dos pais podem estar associados ao consumo de ultraprocessados, no entanto, alguns estudos encontraram associação entre o maior consumo e pior qualidade da dieta com a menor renda e escolaridade dos indivíduos.
Conclui-se que esses resultados ressaltam a importância de adotar medidas preventivas, com ênfase na redução do consumo de produtos ultraprocessados, por meio de ações de educação alimentar e nutricional com pais e professores, para melhoria das condições de vida das crianças e suas famílias, bem como o acesso às informações para a compra e consumo de alimentos saudáveis.