O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 23/05/2021

Atualmente, com o advento das Revoluções Industriais, com início no seculo XVIII, mudou de forma impactante o modo de vida da sociedade em todo o mundo. Com isso os alimentos industrializados, ou também conhecido como alimentos ultraprocessados, esses que são produzidos com muitos ingredientes, passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas devido a praticidade e ao seu baixo custo em relação aos alimentos “in natura”, esses que são alimentos menos processados. Contudo, os alimentos denominados ultaprecessados não só possibilitou uma maior comodidade em relação às refeições, mas também favoreceu com aumento da obesidade e doenças cronicas. Nesse sentido é necessário analisar como a publicidade e a falta da educação alimentar influencia nos hábitos alimentares do individuo, além de suas possíveis consequências, a fim de solucionar tal questão.

Primeiramente, vale ressaltar que, a publicidade e a mídia com a disseminação de propagandas de produtos industrializados é um dos principais responsáveis pelos impactos causados pelos alimentos utraprocessados, pois estimula o consumo e preferencia dos indivíduos. Diante disso, as indústrias alimentícias têm aumentado cada vez mais os investimentos nesse setor, a ideia de comer uma comida saborosa, porém pouco nutritiva é associado ao prazer imediato. Assim confirmando a análise do sociólogo Zygmunt Bauman, sobre o fato das pessoas viverem em tempos líquidos, em que o hedonismo e o imediatismo rege a vida do ser humano sem se preocupar com o futuro, ou seja, há o consumo excessivo sem saber das possíveis consequências.

Em seguida, pode-se ressaltar também a falta de políticas públicas a fim de promover a educação alimentar para a população. Segundo o Ministério da Saúde, 55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares, isso significa que estão comendo produtos industrializados ultraprocessados. Desse modo, é fato que os jovens são os que mais consomem tais produtos e são mais fácil de persuadir, e que a falta de uma base educaional alimentar está ligado diretamente a esse consumo excessivo, que possivelmente irá afetar no desenvolvimento do individuo, podendo até vir desenvolver doenças.

Portanto, é necessário que medidas cabíveis sejam tomadas a fim de minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados. Dessa forma, cabe ao Poder Legislativo promover leis e projetos que obrigue as empresas a diminuírem o uso de substâncias químicas nos alimentos, posto que  esses produtos comprometem a saúde dos indivíduos, através de agentes de fiscalização, com fito de minimizar os impactos gerados por tais produtos no âmbito social. Ademais o Ministério da Educação em conjunto dos Governos Estudais, por meio de profissionais da saúde e nutricionistas, e através de acordos financeiros, promover palestras nas escolas para que orientem sobre a educação alimentação.