O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 23/05/2021

Hordienamente, sabe-se que o padrão alimentar brasileiro está voltado para o consumo de ultraprocessados, principalmente por conta do cotidiano de grande parte da população que prefere este meio para se alimentar por ser mais rápido e eficiente. Com o advento da Revolução Técnocientífica, as indústrias deram um grande salto na produção, trazendo assim, cada vez mais, por parte das indústrias alimentícias, ultraprocessados que são fáceis de serem produzidos em larga escala e são consumidos diariamente. Logo, é necessário compreender as principais causas, consequências e possíveis soluções para redução dos impactos que esses alimentos trazem para os brasileiros e suas futuras gerações.

Primeiramente, em análise, é possível entender que  o ser humano naturalmente tende à utilizar do que é mais fácil ou mais prático por conta dos dias rotineiros que tem uma grande valorização do tempo, não sendo diferente a situação para o povo brasileiro, dessa forma permitindo que alimentos prontos e cheios de conservantes, como sal, açucar e gorduras, sejam prioridade no padrão alimentar. De acordo com  dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14,3% dos consumidores, no ano de 2019, utilizam de produtos ultraprocessados. Em consequência deste fato, fica evidente que esse estilo de alimentação que é adotada como padrão no brasil é muito nociva para a saúde da população e também para as futuras gerações, que tomam essa padronização como normal para suas vidas.

Segundamente, é observável que este padrão alimentar adotado acaba por trazer algumas consequências drásticas para a saúde da população brasileira, como o sobrepeso, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e até câncer. Consoante a dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) de 2019, o percentual de pessoas obesas em idade adulta foi de 26,8% e  a parcela da sociedade em idade adulta com sobrepeso foi 61,7%.  À vista disso, pode-se compreender o quão importante se faz uma mudança nos hábitos alimentares da população, visto que grande parte da mesma adiquiriu doenças relacionadas a saúde alimentar.

Em síntese dos dados apresentados, pode-se concluir que se faz necessário por parte dos agentes fiscalizadores de saúde e das autoridades governamentais, traçar estratégias para mudanças nos costumes alimentares e também para melhoria na qualidade de saúde da população, por meio de investimentos na conscientização da população através de campanhas, além de projetos em prol da saúde com incentivo a atividades físicas e diminuição dos ultraprocessados para uma vida mais saudável. A partir disso, espera-se que ocorra uma malhoria na qualidade de vida dos brasileiros, permitindo que todos possam usufruir do direito a vida.