O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/05/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. É notório que a garantia desse direito é negligenciada, conquanto na prática se observa o impacto dos ultraprocessados na produção e na dieta alimentar da nação verde e amarela, o que, por sua vez, resulta diretamente na saúde humana.

Em primeira análise, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para combater os ultraprocessados. Nesse sentido, a população está cada vez mais exposta a essas refeições, o que favorece o surgimento de impactos, a exemplo, o excesso de peso e enfermidades diversas. Logo, com  efeito da irresponsabilidade jurídica do Brasil, juntamente com os ditames do mundo capitalista, esse consumo aumenta. Eventualmente, consoante ao que fora dito pelo terceiro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, “a aplicação das leis é mais importante do que a sua preparação”. É evidente, na nação brasileira, que o Estado não cumpre com a sua função de garantir a alimentação e a saúde adequadas.

Por conseguinte, segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, publicado no British Medical Journal, constatou-se que 10% desses alimentos aumenta o risco em 12% em doenças cardiovasculares. Diante de tal exposto, é procedente comparar esses alimentos como “vilões”, os quais designam prejuízos ao organismo, já que possuem substâncias sintetizadas, bem como métodos que alteram, desfavoravelmente, a composição nutricional dos alimentos. Dessa maneira, é inadmissível que esse consumo se mantenha ou, pior, se intensifique.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses impactos. Para isso, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes sociais, que detalhem como são feitos os produtos ultraprocessados, a fim de enfatizar, de maneira simples, o quão grave para saúde é esse consumo descontrolado, como também, de incentivar uma reeducação alimentar. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, permeada pelos elementos da magna carta.