O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/05/2021

A constituição Brasileira de 1988, o Documento Jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão Brasileiro.Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro,dificultando,deste modo , a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva,faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ideia a ausência de medidas governamentais para combater o ultra processamento dos alimentos. Nesse sentido, muitos brasileiros vivem apenas com o mínimo para sobreviver na sociedade,deixando-os sem opção a não ser consumir os alimentos ultraprocessados trazendo assim riscos à sua saúde. Essa conjuntura, Segundo a ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘’Contrato Social’’, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o cotidiano agitado da sociedade brasileira como impulsionador do consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil conhecidos também como ‘’fast food’’. Segundo do portal G1,o brasil é o 4º país do mundo que mais consome tais alimentos, ricos em sódio e açúcares nocivos.Diante de tal exposto, a habitualidade desse tipo de refeição pode desencadear problemas de saúde, como diabetes, hipertensão arterial e aterosclerose.Logo é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso é imprescindível que o Ministério da Saúde (MS), por intermédio de palestras e feiras com nutricionistas, desenvolvem projetos voltados à alimentação saudável a fim de guiar as pessoas a terem uma alimentação mais saudável. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável e feliz, onde o estado desempenha corretamente seu ‘’contrato social’’, tal como afirma John Locke.