O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 22/05/2021
A sociedade contemporânea está inserida em um contexto onde a velocidade das entregas e informações são cruciais, com isso, a criação dos fast foods se tornou o foco da população, uma vez que a velocidade é o ponto principal, entretanto, ela só é possível por causa do uso dos ultraprocessados, que visam o aumento do prazo de validade. Contudo, essa nova cultura abrange esses produtos de forma excessiva, negligenciando a saúde do cidadão, gerando um aumento nos índices de obesidade e deixando evidente o decaimento da humanidade perante o bem-estar público.
Primeiramente, faz-se necessário avaliar que o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento oficial que aborda os princípios e recomendações de uma alimentação adequada e saudável, recomenda o uso de pequenas quantidades de ultraprocessados, visto que a composição desses elementos possui um grande número de aditivos químicos e um aumento considerável de carboidratos, sódio e gorduras. Por conseguinte, a obesidade se destaca nos indivíduos que consomem de forma exagerada esses alimentos, acarretando em uma saúde instável derivada do novo senso comum, que diz que a rapidez é a melhor forma de obter algo, contradizendo toda a parte bioquímica dos alimentos, pois os produtos que oferecem essa comodidade geram prejuízos para o cidadão.
Ademais, o desprezo à saúde pública é notável, já que, segundo o portal G1, apenas 12% da população brasileira reconhece os malefícios dos alimentos industrializados, tornando incontestável que o governo não auxilia a comunidade no quesito alimentício. De acordo com o filósofo Jiddu Krishnamurti, “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”, em outras palavras, a indiferença do poder público para com a população apenas faz as pessoas se adaptarem a um cenário caótico e problemático, onde o perigo assola todos e as enfermidades estão cada vez mais próximas, todavia, a mudança seria possível com o aumento dos preços dos ultraprocessados, que são inversamente proporcionais ao índice de obesidade, fazendo com que o acréscimo de 20% por quilo diminua 11,8% da obesidade e 6,6% do excesso de peso, conforme informa as pesquisas da UFMG.
Em virtude do exposto, fica claro que o Ministério da Saúde precisa realizar uma intervenção, desenvolvendo uma campanha nas mídias sociais para conscientizar a sociedade sobre os riscos no consumo desses alimentos, a fim de que todos se tornem unicamente responsáveis por ingerir essas toxinas. Além disso, os responsáveis pela saúde pública devem inserir um aumento nos preços dos ultraprocessados, desenvolvendo leis com o intuito de interferir na compra excessiva desses produtos, adicionando uma porcentagem específica por quilo, onde todos os estabelecimentos que vendem tais mercadorias devem seguir, permitindo que os brasileiros tenham uma alimentação digna e saudável.