O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 22/05/2021
A expressão “Revolução Verde” foi uma profunda transformação conhecida por inovar a produção agrícola e aumentar a produção de alimentos para erradicar a fome no mundo, a partir das décadas de 1960 e 1970. Dessa forma, muitos alimentos conhecidos como ultraprocessados tiveram a adição de vários ingredientes, além de substâncias. Devido ao maior prazo de validade e menor custo, o consumismo exagerado dos ultraprocessados cresceu entre os brasileiros, o que causou problemas como obesidade e doenças cardiovasculares e diabetes.
Segundo o filme “Fome de Poder”, os irmãos McDonald viram que a maioria das pessoas compravam o famoso fast food. Assim, investiram nesse produto para vender mais e de forma padronizada, processo de produção inspirado no modelo fordista, tornando a montagem dos lanches mais eficiente e automatizada. Além disso, o consumismo influenciado pelo capitalismo faz a população consumir a marca e não o alimento.
Ademais, sabe-se que há a adição de muitos ingredientes como sal, açúcar, gorduras, além de substâncias sintetizadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes orgânicas como petróleo e carvão. Logo, ingerir os alimentos ultraprocessados pode trazer riscos à saúde por terem alto teor calórico. Doenças como obesidade, hipertensão e diabetes são comuns para as pessoas que consomem esses produtos diariamente e o tratamento requer disciplina e foco para seguir dietas e evitar esses vícios em fast food, refrigerantes e macarrão instantâneo.
Portanto, o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve investir nas boas práticas alimentares, por meio de campanhas através das mídias em parceria com nutricionistas para garantir uma boa alimentação e qualidade de vida. Junto com o Ministério da Educação deve promover discussões nas escolas com os alunos e os responsáveis para que todos entendam a importância da alimentação saudável e abordar os riscos que podem ocorrer diante do consumo desses ultraprocessados.