O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Define-se por ultraprocessados todos os alimentos produzidos por meio industrial que compensam a ausência de alimentos reais pela adição excessiva de açúcares, gorduras, conservantes e outras substâncias sintetizadas em laboratório. Em uma sociedade capitalista e cada vez mais ocupada, muitas vezes as refeições são pouco elaboradas, afim de poupar mais tempo para outras atividades, aumentando cada vez mais a popularidade de uma dieta extremamente nociva para a população brasileira. Afim de evitar o aumento de doenças é imprescindível o debate acerca da problemática.
Chocolate, barras de cereal, sopas instantâneas, lasanha de microondas, refrigerante, macarrão instantâneo e biscoito recheado são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados comuns no dia-a-dia. Se consumidos a longo prazo, essa espécie de alimentos pode trazer diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, vários tipos de câncer, deficiências nutricionais e até mesmo osteoporose. Por serem produtos fáceis, acessíveis e baratos, a população se alimenta ininterruptamente deles e se torna gradativamente mais suscetível aos seus malefícios. Apesar de alguns considerarem gostosos, é bem provável que os alimentos ultraprocessados não seriam tão consumidos se a explicação do processo para alcançá-los fosse mais vinculada na mídia e estivesse ao alcance do consumidor.
Quanto mais processamento os alimentos sofrem, menos presentes estão os alimentos em si, que acabam perdendo sua textura, cor e sabor, sendo necessário o uso de outras substâncias como corantes e conservantes. Em um levantamento realizado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), foram observados em 61% da população o consumo excessivo de açúcares, em 82% de gorduras saturadas, e em 68% dos brasileiros foi observado o consumo insuficiente de fibras. Para entender melhor, os alimentos ultraprocessados e os alimentos naturais podem ser considerados “inversamente proporcinais”, à medida que a população consome mais alimentos ultraprocessados, os naturais se tornam menos presentes, desequilibrando o organismo de quem segue essa dieta.
Portanto, as medida mais efetivas a se tomar seriam que o Ministério da Saúde criasse campanhas informativas televisionadas para a população, alertando acerca dos perigos dos consumo exorbitante dos alimentos ultraprocessados e que o Governo regulamentasse as taxas de corante, açúcares, sódio e outras substâncias maléficas, multando os que não obedecerem às medidas. Assim, com consciência e auxílio do poder público, o Brasil poderá alcançar uma sociedade mais saudável e integrada.