O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o consumo de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado somente na teoria e a problemática persiste intrisecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de políticas públicas de incentivo a alimentação saudável, como também pela influência do consumismo.
É indubitável que a constante procura por produtos industrializados deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que caibam tais recorrências. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilibrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil a falta de políticas sociais de incentivo à saúde e o bem-estar dos indivíduos, rompe essa harmonia. Os brasileiros estão consumindo mais alimentos ultraprocessados durante a pandemia. Conforme estudo realizado pelo Datafolha, sob encomenda do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, o consumo de ultraprocessados na faixa-etária dos 45 a 55 anos saltou de 9% em 2019 para 16% no ano de 2020, durante a pandemia.
Outrassim destaca-se o consumismo exacerbado como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, p fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Nesse sentido, observa-se que o padrão moderno globalizado tende a fazer com que muitas pessoas consumam desenfreadamente produtos industrializados. Tal postura negligente prejudica a saúde e não corrobora para suprir conforme necessidades nutricionais do indivíduo. Dados coletados pelo Ministério da Saúde mostram que os números impressionam, 55,7% da população adulta do país apresenta excesso de peso e 19,8% está obesa. Outro dado alarmante é que 7,7% da população adulta possui diabetes e 24,7%, hipertensão. Por isso, é fundamental explicar aos pacientes a importância do cultivo a longo prazo hábitos saudáveis de alimentação para manter o peso adequado e prevenir enfermidades.
É evidente, portanto, que ainda a entraves para conter o avanço da problemática na sociedade. Destarte, o Ministério da Saúde deve desenvolver projetos voltados à alimentação saúdavel, por meio de feiras com profissionais de nutrição, a fim de promover o bem-estar da população e mitigar o consumo demasiado de alimentos ultraprocessados. Ademais, o Ministério da Cultura deve disseminar nas mídias sociais, campanhas ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao consumo compulsivo, afim de que o tecido social se desprenda de hábitos nocivos à saúde.