O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 22/05/2021
Na série “Insatiable”, a protagonista sofre com diversos problemas relacionados a comida, sendo o excesso de consumo de comida processada em situações estressantes o principal fator de sua obesidade e de seus transtornos psicológicos, alterando sua saúde física e mental. Analogamente, assim como na série, os brasileiros tendem sofrer com as consequências do elevado consumo de alimentos ultraprocessados, seja pela ideia de um consumismo excessivo ideal para o capitalismo, seja pela falta de distribuição adequada de alimentos, o problema permanece exigindo melhoria urgente.
Em primeiro lugar, é de suma importância analisar que a preocupação da produção massiva de alimentos atual é referente somente ao lucro e não a qualidade de vida da população. Nesse contexto, é válido citar que as empresas de alimentos, que investem em produtos saudáveis e com pouco processamento, demandam um alto valor de aquisição e nem todas as pessoas possuem condição de pagar para ter uma vida mais saudável, com isso elas optam pelo que é mais barato e saturado no mercado, ou seja, os ultraprocessados, sendo eles produzidos em maior quantidade, uma vez que demandam menor preocupação com a qualidade da comida, no âmbito da saúde. Desse modo, fica evidente como a despreocupação com esse setor afeta o consumo de produtos dos brasileiros e precariza sua condição de saúde.
Em segundo lugar, é notório que a falta de distribuição alimentícia se constitui como fator essencial para o agravamento da problemática. Nesse sentido, o cenário de distribuição igualitária para os indivíduos se encontra amplamente defasado, uma vez que diversas áreas ao redor do Brasil e do mundo, não possuem a capacidade de alimentar toda população, forçando a indústria a produzir comida de maneira massiva, que se torna prejudicial para a expectativa de vida de inúmeras pessoas e contribui para o aumento de doenças, obesidade, entre outros. Nesse âmbito, configura-se de maneira clara, o impacto negativo que é gerado quando não há uma organização adequada da forma que se produz a comida, com isso, deve-se combater tal problemática com emergência.
Portanto, para que problemas físicos e psicológicos como a obesidade e as doenças alimentares não sejam um agravante para a sociedade, são necessárias medidas que auxiliem na gestão de alimentos na indústria moderna. Nesse viés, cabe ao governo, como formador de cidadãos aptos para viver numa cidadania igualitária, promover a integração de recursos saudáveis para as pessoas, por meio de uma maior produção de alimentos menos processados, além da partilha adequada destes em regiões precárias, a fim de manter toda a população bem alimentada e fora dos riscos que os péssimos padrões alimentares oferecem. Somente então, notar-se-á uma melhora no padrão de vida do brasileiro.