O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/05/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os alimentos ultraprocessados ​​não padrão alimentar torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de educação alimentar nas escolas, seja pela falta de tempo no dia a dia dos brasileiros, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está igual ao real, visto que o falta de educação alimentar nas escolas leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, 55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares. Nesse viés, são os jovens que mais consomem alimentos ultraprocessados, haja vista que são facilmente persuadidos por esses itens devido à falta de instrução sobre hábitos saudáveis. Isso porque, as instituições de ensino não atuam de maneira eficaz em orientar os alunos a definirem por alimentos naturais, pois visam apenas os conteúdos didáticos. Por conseguinte, os hábitos irregulares na alimentação comprometem o desenvolvimento dos requisitos. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Em segundo lugar, verifica-se que a falta de tempo no dia a dia dos brasileiros é também um fator pontual na continuidade do problema. Isso porque esse agravante abre o espaço para o consumo do famoso “fast-food” formado por comidas hipercalóricas e ultraprocessadas. Uma pesquisa divulgada pelo portal G1 revelou que 2/3 da população ingere alimentos industrializados pelo menos duas vezes ao dia. Assim, o hão de ser impassível tais fatores para mitigá-los de maneira eficaz.

Portanto, medidas estratégicas são obrigatórias para esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, devem alertar os estudantes, por meio de palestras, o impacto dos alimentos ultraprocessados ​​e estimular uma alimentação saudável. Essas palestras devem ser gravadas e publicadas nas redes sociais do Ministério da Educação, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados ​​e atingir um público maior. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.