O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Entre as décadas de 1960 e 1970, ocorreu um processo de transformação agrícola conhecido como revolução verde, que incorporou inovações tecnológicas no setor primário mas que também introduziu o uso em grande escala de agrotóxicos e fertilizantes, promovendo um grande debate social sobre a qualidade da alimentação padrão da população. Dito isso, as discussões acerca desse tema só aumentaram à medida que os alimentos ultraprocessados ganharam mais espaço no mercado e na mesa do brasileiro. Com efeito, visando o enfrentamento do problema, faz-se necessário uma contestação sobre os malefícios desse tipo de produção.
A priori, é importante destacar que, apesar da constituição federal garantir o direito à refeição adequada, não é o que se observa no país, que registra números cada vez maiores de pessoas que sofrem de doenças causadas pela má alimentação. Isso ocorre por conta da popularização dos comestíveis ultraprocessados, que não são produzidos visando uma alimentação balanceada, e sim mirando o lucro pelas vendas inpulsionadas por seus sabores quase que totalmente artificiais. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e precisa ser combatido.
Ademais, vale ressaltar que, a facilidade de consumo é outro fato que convence as pessoas a trocarem a comida caseira, geralmente mais saudável e equilibrada, por um fastfood ( que acaba sendo uma opção mais rápida, uma vez que ele já é adiquirido pronto). Ou seja, a comercialização desses mercadorias alimentícias cria a sensação de comodidade, levando os indíviduos a deixarem a preocupação com a saúde de lado. Dessa forma, é nítido que as empresas aproveitam esses sentimentos para alavancar suas vendas.
Compreende-se, portanto, que é de extrema importância que o Estado - através do ministério da saúde - promova imposições sobre a produção de alimentos, visando a comercialização de produtos que possam alinhar alimentação saudável com praticidade e sabor. Além disso, é preciso que haja sempre uma fiscalização adequada, para conferir se as regras que visam garantir a saúde do consumidor estão sendo cumpridas. Por fim, é de grande relevância que as empresam parem de pensar exclusivamente no lucro, começando a levar em conta o bem-estar do consumidor. Assim, será possível criar uma consciência acerca da alimentação saudável e evitar o consumo em massa de ultraprocessados.