O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 20/05/2021
Segundo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Para o filósofo a qualidade de vida é tão importante que ultrapassa a da própria existência. Porém, não é isso que se vê nos dias de hoje pelo advento da tecnologia e a Revolução Industrial no século XVIII. Diante disso, os alimentos industrializados passaram a fazer parte do cotidiano da sociedade devido a praticidade e ao baixo custo em relação aos alimentos “in natura”. Proporcionado uma comodidade e aumento da obesidade mórbida e, consequentemente, a de doenças crônicas. Nesse contexto, deve-se analisar como a publicidade excessiva e a falta de uma educação alimentar influenciam nos hábitos alimentares dos indivíduos.
Em primeiro lugar, vale salientar que a disseminação de propagandas de produtos alimentares industrializados impulsiona o consumo. As mídias de grande e pequeno alcance facilitaram a propagação de anúncios desses consumíveis. Assim, graças a rotina de trabalho extremo de muitos no mundo e também pelo fato da culinária industrializada esta recorrente na cultura mundial como, comer Chester no natal etc. Consequentemente, esses alimentos pobres em nutrientes ocasiona um déficit alimentar na população.
Além disso, é válido ressaltar a ineficácia das políticas públicas de promover uma educação alimentar na população. De acordo com dados do Ministério da Saúde,55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares. Nesse viés, são os jovens que mais consomem alimentos ultra processados, haja vista que são facilmente persuadidos por esses itens devido à falta de instrução sobre hábitos saudáveis. Por conseguinte, os hábitos irregulares na alimentação comprometem o desenvolvimento dos indivíduos.
Percebe-se que é de extrema importância a diminuição de insumos industrializados na alimentação cotidiana. Logo, cabe ao Poder Legislativo - ramo do Estado responsável por legislar - desenvolver um projeto de lei que obrigue as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos - uma vez que esses produtos compromete a saúde dos indivíduos - por meio de agentes especializados em fiscalização, a fim de reduzir os impactos no âmbito social ocasionados por esses itens. Ademais, o Ministério da Educação, por intermédio de nutricionistas, deve promover palestras nas escolas orientando os docentes a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes, para que os indivíduos ajam corretamente segundo as suas escolhas.