O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/05/2021

O advento da industrialização e urbanização modificou os hábitos alimentares da população, aumentando de forma exponencial a taxa de compra de ultraprocessados graças a sua facilidade de consumo. Entretanto, ingerir esses produtos em abundância acaba por trazer malefícios ao corpo humano, originando doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade, sendo necessário a análise das causas e procura de uma solução para essa problemática.

Num primeiro momento, podemos mencionar a análise de Camila Passos, que cita o preço dos alimentos ultraprocessados como inversamente associado ao excesso de peso e obesidade - ou seja, quanto maior e menos acessível for o preço do produto, menor será o consumo da população. Nesse sentido, franquias que promovem o consumo e venda de fast food (algo que se tornam cada vez mais presente na vida das pessoas) acabam por ser tornar as maiores vilãs, ao venderem, em muitas ocasiões, um produto barato e rápido com ingredientes ultraprocessados.

Ademais, em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2003 e 2019, a quantidade de obesos mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8% da população, enquanto a taxa de consumo de fast food é de 26,7% das calorias totais entre os adolescentes e 19,5% entre os adultos.

Infere-se, portanto, que é imprescindível medidas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados. Logo, cabe ao poder governo aumentar os tributos nesse tipo de alimento, realizando as devidas análises através de agentes especializados. Ademais, o Ministério da Educação, por intermédio de nutricionistas, deve promover palestras nas escolas orientando os alunos e profissionais a terem uma alimentação saudável. Por conseguinte, a taxa de obesidade e de doenças relacionadas irá diminuir, garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas.