O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/05/2021

Observando a história do Brasil, é fato que com o advento das Revoluções indústrias tem alterado de forma significativa o modelado de vida da sociedade em escala global. Perante o exposto, pode-se notar que as indústrias alimentícias tem se destacado pelo constante desenvolvimento, isso porque criaram produtos práticos e de baixo custo para consumo, desse modo, a população opta pelo consumo desses alimentos industriais ao invés dos naturais.

Contudo, esses alimentos considerados ultraprocessados tem gerado uma comodidade na população em relação as refeições, o que tal atitude tem sido um fator preocupante para a saúde do individuo que usa desses produtos, em razão do maiores taxas de quadros de obesidade e doenças crônicas nos brasileiros. Além disso, vale ressaltar que, a disseminação de propagandas e slogans desses produtos, foi um fator agravante do consumo em massa dos alimentos em questão.

Outrossim, devido a rotina de trabalho intensa dos indivíduos, os alimentos ultraprocessados se tornaram opções mais viáveis, de modo que são facilmente encontrados e possuem alto prazo de validade. Consequentemente, esses alimentos pobres em nutrientes ocasionam um déficit alimentar na população. Bem como os dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares. Nesse sentido, a parcela jovem da população são os que mais consomem alimentos ultraprocessados, tendo vista que são facilmente persuadidos por esses itens devido a falta de instrução sobre hábitos saudáveis. Isso pelo motivo de as instituições de ensino não atuam de maneira eficaz em orientar os alunos a optarem por alimentos naturais,pois visam apenas os conteúdos didáticos.

Conclui-se, portanto, que é fundamental medidas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados no âmbito social. Cabe ainda ao Poder Legislativo criar projetos de lei que obriguem as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos com a ajuda especializada de órgãos fiscalizadores. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com nutricionistas, deve promover palestras nas escolas orientando os docentes a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes, para que os indivíduos ajam corretamente segundo as suas escolhas.