O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/05/2021
No século XVIII, durante a Revolução Industrial, o cotidiano das pessoas mudou drasticamente. Diante disso, a pressa fez com que o mais importante naquele momento fosse a praticidade, já que a jornada de trabalho da maior parte da população era intensa. Por esse motivo, o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou, e como resultado, a obesidade e doenças crônicas também. Nesse contexto, fica claro que esse hábito continua até os dias de hoje, de forma presente e com frequência, portanto, deve se analisar a intensidade das publicidades que aumentam esse fator, além da falta de educação alimentar que influencia negativamente no padrão alimentício dos brasileiros.
Em primeiro lugar, é importante destacar como a publicidade influência na compra de alimentos, principalmente nos dias atuais com muitos meios de comunicação ao alcance da maioria. As empresas enaltecem a praticidade, preço baixo e rapidez, e mudam quase que “sem querer” o padrão alimentar, já que as pessoas preferem deixar de lado produtos naturais e saudáveis, que não são tão práticos mas que causam um bem enorme a saúde. Assim, devido a correria do dia a dia, produtos cheios de gorduras e açúcares se tornam facilmente mais viáveis, substituindo alimentos saudáveis. Consequentemente, a falta de nutrientes gera um déficit na saúde da população, o que resulta em doenças como raquitismo e diabetes.
De acordo com o site Agência Brasil, cerca de metade das calorias consumidas por brasileiros vem de alimentos ultraprocessados. Diante do exposto, fica claro em como a falta da educação alimentar está presente na maioria dos lares pelo país. A falta de instrução sobre hábitos saudáveis, difícil acesso a profissionais como nutricionistas e as condições financeiras, são fatores que agravam essa realidade. A consequências desses hábitos, podem ser vistos no mau desenvolvimento de indivíduos, grande parte da população obesa e grande procura por procedimentos estéticos.
Portanto, pode-se inferir que medidas para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados no campo social são imprescindíveis. Além disso, o Poder Legislativo deverá formular um projeto de Lei que exija a redução de danos causados todos esses anos por grandes empresas alimentícias. Por fim, cabe ao Ministério da Educação incentivar por meio de profissionais na saúde, a realização de palestras nas escolas a fim de conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância de levar uma vida saudável.