O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 20/05/2021
A população brasileira tem aumentado o consumo dos alimentos ultraprocessados durante os últimos anos, enquanto a ingestão de alimentos básicos tem diminuido. Por mais que os produtos industrializados são mais baratos, práticos e estejam disponíveis em todo o canto, nem sempre são a melhor opção. Sendo assim, medidas devem ser tomadas.
Os alimentos ultraprocessados são aqueles alimentos que recebem diversas substãncias na sua composição além de passar por vários processos industriais, alterando o prazo de validade, textura, cor, aroma, etc. Esses alimentos, por sua vez, apresentam uma composição nutricional desbalanceada podendo ocasionar, ao longo prazo, doenças do coração, diabetes, obesidade e outros problemas de saúde.
Ao longo do século 20 os índices de obesidade e sobrepeso subiram vertiginosamente no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 1975, o sobrepeso atingia 27,5% da população adulta. Já em 2016, 56,5% da população brasileira maior de 18 anos enfrentava esse problema. No mesmo período, a porcentagem de obesos saltou de 5,2% dos adultos para 22,1%. Ou seja, mais da metade dos adultos está acima do peso, e quase um quarto da população adulta é obesa.
Portanto, com o objetivo de resolver esses problemas, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o Poder Legislativo criar uma lei para diminuir as substãncias quimícas incorporadas nos alimentos além de buscar novos métodos de preservação de validade dos mesmos sem que alterem grandemente a composição nutricional de maneira negativa. Cabe ainda ao Governo aumentar os preços de produtos ultraprocessados, dificultando a obtenção do mesmo, com isso diminuindo o número de obesidade causada pelos alimentos e junto com as redes sociais e noticiários advertir a população sobre os perigos dos alimentos ultraprocessados por meio de posts e notícias.