O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/05/2021
Durante os anos de luto dos caçadores-coletores, o alimento mais calórico era a melhor notícia que se podia ter. Entretanto, tal cenário nas óticas atuais depreende uma perspectiva completamente adverso: a deterioração do padrão alimentar por alimentos ultraprossessados. Portanto, devido à produção facilitada e mais barata, tais alimentos contribuem no aumento da obesidade e de doenças na população. Assim sendo, deve-se induzir que a falta de uma educação alimentar atua como influencia principal nos hábitos alimentares.
Por conseguinte, é válido destacar a ineficácia das políticas públicas de promover uma educação alimentar. Segundo dados alheios, boa porcentagem da população consume ou possui hábitos diários de alimentação totalmente inadequados. Desse modo, pode-se apontar que jovens também correspondem a uma grande parcela dos influenciados pelo novo modo de se alimentar, dada a característica de vulnerabilidade persuasiva - isso devido às más condições orientativas que poderiam ser oferecidas para intensificar os cuidados. Além disso, muitas outras medidas mais indiretas poderiam ser feitas para remediar e, nos melhores casos, antecipar os problemas alimentícios. Entre tais, encontra-se o balanceamento dos preços. De acordo com estudo dedicado pela USP, UFMG e Idec, para cada aumento de 1% no preço dos alimentos ultraprocessados, é possível estimar uma queda média de 0,33% na prevalência de excesso de peso e de 0,59% na de obesidade, o que se deve ao fato do preço tornar o produto menos acessível e comercializado. Não obstante, pode-se observar como a obesidade é de fato um problema persistente, dado o impulso incisivo a seus consumidores.
Diante disso, percebe-se a necessidade de estabelecer parâmetros de urgência para combater o consumo de alimentos ultraprocessados no âmbito social. Dessa forma, cabe ao Poder Legislativo impregnar um projeto de lei que obrigue as empresas a substituir ou eliminar o uso de aditivos químicos em alimentos por meio de fiscalizações especializadas, com finalidade de reduzir os impactos no âmbito social ocasionados por esses itens. Ademais, o Ministério da Educação, por orientação de nutricionistas, deve promover palestras nas escolas orientando docentes a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes. Dessa forma, teremos uma sociedade que preza às qualidades que uma vida bem regulada tem para oferecer.