O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/05/2021
O termo “ultraprocessados” se refere aos alimentos com formulações industriais feitas de substâncias extraídas de outras comidas (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas) derivadas de constituintes de alimentos ou sintetizadas em laboratório. Esses produtos contém um número extremamente elevado de ingredientes, além disso esses ingredientes possuem nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias.
Segundo dados do IBGE nos anos de 2017 e 2018, 49,5% das calorias disponíveis para consumo dos brasileiros provém de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados. O consumo de alimentos ultraprocessados está diretamente associado a um consumo maior de açúcar livre, açúcar total, gordura trans e gordura saturada.
Incontestavelmente esses alimentos trazem uma série de prejuizos a saúde dos cidadãos, de acordo com a POF brasileiros que consomem ultraprocessados possuem 37% mais chances de serem obesos, de acordo com o ELSA-Brasil essas pessoas tem maior IMC, circunferência da cintura e maior chance de apresentar excesso de peso e obesidade, além de grandes chances de diabetes e hipertensão. Esses alimentos também devem ser evitados pela sua forma de produção que contribui nos impactos ambientais, pelo hipersabor e outros atributos que favorecem o consumo excessivo e interferem nos mecanismos de fome e saciedade e pela composição desbalanceada que contribui para a obesidade e as DCNT.
Portanto medidas devem ser atendidas para melhorar o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, para isso palestras são extremamente importante para a conscientização da população em relação aos riscos, mostrando a necessidade de redução desses alimentos, além do governo disponibilizar um grupo de nutricionistas que cedam algumas consultas gratis para a população.