O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 22/05/2021

Alimentos ultraprocessados são feitos com ingredientes industrializados e passam por um processamento tão intenso que acabam perdendo a estrutura, cor, sabor e por isso é preciso adicionar emulsificantes, aromatizantes, corantes, entre outros. Eles incluem produtos como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, balas, chicletes, e sorvete.

Confúcio, filósofo chinês, afirmou que “o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquistá-la novamente”. Os brasileiros optam pelo consumo de comidas ultraprocessadas, que são mais rápidas para serem consumidas, “jogando fora” sua saúde. O feijão, a farofa de mandioca, o arroz e a farinha de milho, que são os alimentos mais tradicionais no Brasil, vão perdendo espaço para o fast food, uma opção mais barata e rápida. Seus consumidores deixam de aproveitar o momento da refeição e se concentram apenas no sucesso, perdendo momentos de descontração e descanso.

Como resultado, a saúde a longo prazo  piora, havendo mais casos de colesterol alto, diabetes, problemas de coração, obesidade e câncer, principalmente decorrentes dos ingredientes e processos envolvidos nos alimentos ultraprocessados. A ideia de descascar e cozinhar mais remete ao consumo de alimentos in natura, como frutas e legumes, e minimamente processados, a exemplo de feijão e o arroz. Escolhê-los significa ingerir de forma equilibrada nutrientes e outros compostos bioativos necessários para a manutenção da saúde. É importante lembrar que nem todo alimento produzido pela indústria é  ultraprocessado.

Portanto, evitar ultraprocessados é uma das melhores opções para melhorar a saúde. Também é preferível que se alimente em casa já que o custo e o risco de comer esse tipo de alimento serão menores. É preciso ter atenção na hora das compras, por isso, deve-se olhar a lista de ingredientes e evitar os que possuem muitos nomes que as pessoas normalmente não conhecem.