O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/05/2021

No livro “Utopia” de Thomas More, é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que o consumo de alimentos ultraprocessados ​​apresenta um obstáculo para uma comunidade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, em virtude da falta de educação alimentar, o aumento de doenças crônicas mediante esses novos padrões são intensificados.

De início, entende-se que a falta de educação alimentar é um fator crucial para a existência do entrave na sociedade. Grande parte dos problemas que acarretam em uma alimentação inadequada, tanto para adultos quanto para crianças, tem origem na falta de informação. Segundo o nutricionista Cauana Neis, isso se dá, principalmente, ao consumo de alimentos ricos em produtos ultraprocessados ​​repletos de açúcar e aditivos químicos.

Em consequência disso, nota-se que consumo abundante desses alimentos favorece o surgimento de doenças no coração, diabetes e diversas categorias de câncer. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade no Brasil, como doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis ​​por 51,6% das mortes no ano de 2015. Um dos causadores diretos desse alarmante número é uma mudança alimentar do ser humano moderno.

Levando-se em conta o que foi observado, é mister que o Ministério da Educação promova, através de verbas públicas, palestras sobre educação alimentar para os adolescentes - ministradas por nutricionistas -  com objetivo de formar indivíduos com bons hábitos alimentares. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa de modo a tornar o Brasil  uma sociedade mais saudável.