O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 23/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal privilégio, não tem se repetido com ênfase na prática quando se observa o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preparo de ultraprocessados ​​para referência-lo na alimentação da sociedade. Nesse sentido, essa ação coloca, mesmo que baixo, em risco a saúde da população, porque esse tipo de comida utiliza-se quase sempre de substâncias feitas em laboratórios. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o fato de que muitos deles são feitos com adição de uma grande quantidade de ingredientes como sal, açúcar, óleos e gorduras. Assim, esses alimentos tem prazo de validade maior e podem ter alteração de cor, aroma, sabor e textura. Diante desse exposto, isso acaba por alterar o valor nutricional dos alimentos, geralmente aumentando ingredientes “ruins” e diminuindo ingredientes “bons”. Sem falar que alimentos ultraprocessados ​​são desbalanceados, ou seja, é melhor evitá-los. Logo é inadmissível que esse cenário continue a permanecer no dia a dia.

Constata-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o governo corte a realização desse processo de fabricar esses alimentos, por intermédio de uma reunião com todos do poder governamental, fazendo assim meios de como irão realizá-lo, por exemplo, poderiam criar mais plantações para que tenham mais alimentos naturais ou até mesmo usarem essas iguarias em laboratórios para verem a quantidade de cada ingrediente e criarem iguais, a fim de terem a mesma quantidade de alimentos, todavia saudáveis agora. Assim, se consolidará uma sociedade menos cansada, menos procrastinadora e com mais energia para viver, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social” de ter uma sociedade saudável e determinada, tal como afirma John Locke.