O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Segundo Dirceu Azevedo “Pelo hábito alimentar errado podemos dizer que o homem também morre pela boca”. Evidência-se que essa perspectiva é efetiva no cenário atual global, especialmente no Brasil, posto que tornou frequente a má alimentação e os exercícios físicos praticados pelo indivíduo no seu cotidiano. Isso ocorre ora em função da supressão do tempo, ou pela influência das mídias divulgando alimentos ultraprocessados. Sendo assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que possa haver uma melhora nesse âmbito.
É imprescindível destacar que a escassez de tempo para a preparação de uma refeição saudável decorre da primeira Revolução Industrial, onde a predominação de grandes jornadas de trabalho impossibilitava a dedicação de uma vida saudável. Dessa forma, o surgimento de alimentos industrializados e a propagação dos ‘fast-foods’ se perpetuou até os dias atuais. É possível, perceber que tais fatores colaboram para o aumento de pessoas com problemas relacionados a alimentação irregular.
Outrossim, é imperioso pontuar que a manipulação que a mídia exerce sobre os consumidores com a ação de propagação estimula cada vez mais esse cenário, visto que é criado a ideia de uma alimentação pouco nutritiva porém saborosa, por um preço acessível, anterior prazer imediato. É notável que os consumidores optam por refeições menos nutritivas porque, aparentemente, são mais saborosos. Ademais, os preços de alimentos saudáveis são mais elevados.
Depreende-se, portanto, que as necessárias são para incentivar a população a consumir mais alimentos sadios e ser menos reducionistas. A mídia deveria propagar os benefícios de uma vida mais saudável e os malefícios consequentes dos ‘fast-foods’. Além disso, o governo deve contribuir com a criação de programas que visam o consumo de alimentos orgânicos, como, por exemplo, a implantação de hortas públicas. Desse modo, iria incitar na sociedade a acessibilidade de uma mesa mais rica em nutrientes.