O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/05/2021
Na série “3%”, todo jovem que completa vintes anos de idade recebe uma chance de passar pelo processo para ascender ao Maralto. Porém, apenas 3% passam. Na ficção, o Maralto é tão almejado, pois retrata uma sociedade perfeita, na qual não existem conflitos e todos vivem em paz. Entretanto, hodiernamente, o impacto dos alimentos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro torna-se um impedimento à instalação da sociedade maraltense no Brasil, o qual ocorre não só pela negligência governamental, mas também pela facilidade e baixo custo que esses alimentos oferecem à população. Nessa perspectiva, não há dúvidas de que essa problemática precisa ser superada para alcaçar-se a famigerada utopia maraltense.
Primeiramente, cabe destacar que a Constituição de 1988 garante a todos os ciadadãos o direito à saúde de qualidade como bem universal. Todavia, essa garantia encontra-se deturpada, visto que o Estado não se mobiliza para criar políticas públicas que visem à redução do exacerbado consumo de alimentos ultraprocessados na sociedade, tendo em vista que estes geram malefícios à saúde. Como se não bastasse, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Os alimentos ultraprocessados correspondem a 19,7% das calorias consumidas pela população brasileira com dez ou mais anos de idade. Nesse viés, faz-se crucial a reformulação da postura estatal urgentemente.
Outrossim, a facilidade e baixo custo dos alimentos ultraprocessados ainda é um impasse. É sabido que as pessoas, devido à correria do dia, optam por consumirem alimentos que sjam de fácil preparo e, principlamente, que não pesem no bolso. Decorrentemente, tem-se um consumo demasiado desses alimentos que mesmo sendo maléficos à saúde humana, são preferíveis pelas pessoas. Contudo, Maquiavel já afirmava que uma mudança deixa sempre patamares para outras mudancas. Dessa forma, inicialmente, deve-se haver uma mudança no comportamento da sociedade e, posteriormente, a melhoria desse cenário preocupante que diz respeito à alimentação brasileira.
Diante do exposto, essa mazela precisa ser combatida. Logo, urge ao Ministério da Saúde - órgão federal responsável pela administração e manutenção da saúde pública do país - junto à mídia, promoverem o conhecimento dos malefícios sobre o consumo não consciente de alimentos ultraprocessados, e também como obter-se uma alimentação regular com o auxílio de profissionais da área. Tal ação, será realizada por meio de palestras e lives de acesso gratuito e universal nos canais de posse estatal, nos quais as pessoas poderão interagir e tirar dúvidas com os profissionais da saúde, com o fito de melhorar a saúde da população em todo o território pátrio. Sendo assim, alcançar-se-á o “Maralto brasileiro” e todos viverão em um ideal construído e acessível para todos, diferente de “3%”.