O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 31/05/2021
No limiar do atual século, muito se discute sobre a industrialização de produtos alimentares no país, onde a sociedade moderna impõe que a utilização de produtos ultraprocessados acaba sendo mais viável à população. Esses fatos vêm de uma grande emblemática histórica, associada aos curtos intervalos da jornada de trabalho e a praticidade encontrada em produtos processados. Apesar de ser um fato retrógrado, essa emblemática tem se tornado ainda mais comum na sociedade atual ascende a cada dia na sociedade.
Em primeiro plano, é importante ponderar que, de acordo com a pesquisa realizada pela fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 57% da população entrevistada utiliza alimentos ultraprocessados devido a sua praticidade. Isso vai se tornar uma problemática acentuada, visto que muitas pessoas acabam ingerindo esses produtos indiscriminadamente, gerando casos de obesidade mórbida, diabetes e hipertensão arterial, não é razoável no entanto que haja esse consumo descontrolado de produtos multiprocessados, afim de que se combata os casos de doenças geradas por essa comodidade.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman, defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é um dos principais conflitos da pós modernidade, e , por isso, parcela da sociedade tende a ser incapaz de tolerar a jornada de trabalho intenso e associa-la a uma alimentação saudável. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar de a população saber dos riscos, ainda sim consomem esses produtos e com isso acabam afetando no balanço energético do consumo de alimentação de pessoas.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem de diferentes formas para contornar esse problema. Cabe às pessoas repudiar o uso de alimentos ultraprocessados para substituir o que deveria ser uma dieta equilibrada, para assim se alimentar de uma forma branda é saudável, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito e romperá às correntes individualistas aludidas por Bauman.